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Segunda - 26/04/2010
Coachella #Prelúdio
Há alguns meses atrás, quando me deparei com o line up do Coachella, não tive dúvidas: se precisar eu paro o mundo por alguns dias, mas eu vou me jogar pra lá. Ah, se vou. E fui mesmo. Cheguei em Los Angeles uns dias antes e de cara já fui na Amoeba, que é uma loja de cd, dvd, vinil e tudo de delicioso que envolve música, e o melhor: variedade gigante e preços tentadores. Isso porque eles fazem um esquema de “troca”; compram discos usados e em perfeito estado e revendem. Você pode se desfazer de coisas que não quer mais e adquirir umas novas. E aí eu fiz a festa. Cds por cinco ou oito doletas, vinis de dez a vinte. O mais caro foi um novo, lançamento, por U$ 28. Compare com os preços que a gente paga aqui por conta dos malditos impostos e seja bem vindo à indignação.  Pra quem não sabe, o Coachella é um festival de música e artes que acontece numa cidadezinha no meio do deserto californiano, num espaço gigante e rodeado de natureza, bem aos moldes de Woodstock. Tem uma área de acampamento enorme e estrutura de primeiro mundo: banheiros a vontade, um mercadinho, comida e bebida, e muita, mas MUITA coisa pra ver e fazer nesses três dias. Além dos shows propriamente ditos (que já não são poucos) eles promovem outras atividades artísticas e divertidas, algumas oficinas, pista de patinação dançante, alguns artistas plásticos expõem suas obras no espaço do festival, um grupo de acrobacia aérea se apresenta em uma das tendas, tudo acontece ao mesmo tempo e a música não para nunca. É uma overdose de cores, sons e sensações. Existe um cuidado com  a consciência ambiental e isso é estimulado o tempo todo. Por exemplo, a pessoa que recolher dez garrafinhas de água vazias no chão ganha uma cheia e novinha em folha. Ou, para evitar de comprar dezenas de garrafas plásticas por dia, a pessoa pode também adquirir uma personalizada do festival que lhe dá direito a refil gratuito por todos os dias. Outra iniciativa: o Carpoolchella. É um incentivo para as pessoas irem juntas no mesmo carro, diminuindo o uso de veículos ocupados por apenas um ou dois. Consiste em pintar ou sinalizar em alguma parte do carro a palavra “Carpoolchella” e torcer para ser escolhido pela produção, que no final do festival os recompensa com prêmios bacanas. Tipo ingresso vitalício. Premiozaço. Uma das instalações artísticas era curiosa: havia um espaço com uma mesa de DJ na qual qualquer pessoa poderia tocar, desde que levasse uns brothers pra ficar andando numa roda de hamster gigante. O som era gerado por energia humana. Se o amigo cansa e para, FUEIN, acabou o set. Era para esse lugar adorável que eu estava indo, na manhã seguinte.
 
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