Um clima meio Woodstock tomou conta do Parque da Independência domingo passado. Show aberto ao público, um evento da OI que aconteceu simultâneamente em vários lugares, e nós e os Titãs. Tarde lindamente cinza, e um gramado enorme. Gente sentada nas colinas, gente em pé na grade, muita gente em tudo que era canto. Uma estrutura absurda de boa no palco. Descobri uma analogia que talvez defina um pouco melhor essa coisa de tocar num som bom e num som tosco. O show acontece de todo jeito, a gente tá acostumado com os perrengues e nunca fizemos corpo mole (muito pelo contraríssimo) ; mas uma banda tocando com um equipamento péssimo é como um cirurgião operando alguém com um canivete de bolso e sem anestesia. O sofrimento é maior e as seqüelas imprevisíveis, embora a cirurgia aconteça. Mas nesse dia estávamos nos ouvindo bem, instrumentos soando, tudo no jeito. No final, fui fazer um som com os Titãs. Cantamos várias – eu já sabia todas por osmose- e o show deles é uma seqüência de hits mortais, um atrás do outro. Fiquei feliz de ver os caras com aquela vivacidade e energia, mesmo depois de tantos anos de banda e tantas histórias. Não é fácil. Eu não queria mais sair do palco. Diversão é solução pra mim.
Solução é um soluço bem grande. hahaha. Tá, parei. |